A posse do Juiz Fabio Francisco Esteves no cargo de conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada em 3 de fevereiro, reafirma o compromisso institucional do Judiciário brasileiro com a promoção da equidade racial, da proteção integral da infância e da efetivação dos direitos fundamentais. A solenidade ocorreu em Brasília e integrou a cerimônia de posse da Desembargadora Jaceguara Dantas da Silva e da recondução da Conselheira Daiane Nogueira de Lira.
Durante o evento, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Luiz Edson Fachin, destacou que os novos conselheiros passam a integrar um plenário plural e comprometido com pautas centrais da sociedade brasileira, como o direito à saúde, o enfrentamento à violência contra a mulher, a afirmação da equidade racial e a proteção social de crianças e adolescentes. Segundo o ministro, essas agendas exigem coordenação, políticas públicas eficazes e compromisso institucional permanente.
Cofundador do nosso Instituto, Fabio Francisco Esteves possui uma trajetória marcada pela atuação na magistratura com foco na defesa da dignidade humana, na educação em direitos e na construção de uma Justiça mais acessível e democrática. Natural de Mato Grosso do Sul, é mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Ingressou na magistratura em 2007 e atuou por quase uma década no Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
Em seu pronunciamento, o conselheiro ressaltou sua origem em uma família negra e de baixa renda e destacou a educação pública como elemento central de sua formação pessoal e profissional. Para ele, Justiça e educação são bens inegociáveis e devem caminhar juntas na promoção dos direitos fundamentais e no enfrentamento de todas as formas de violação da dignidade humana.
A nomeação de Fabio Esteves, ao lado da posse de uma conselheira mulher negra e da recondução de uma conselheira mulher, simboliza o compromisso do CNJ com a construção de um Judiciário que reflita a diversidade da sociedade brasileira e fortaleça a democracia. Trata-se de uma conquista que ultrapassa o mérito individual e se projeta como uma vitória coletiva, reafirmando valores que compartilhamos e defendemos institucionalmente.
Com essa nova composição, o Conselho Nacional de Justiça dá início a mais um ciclo de atuação comprometido com políticas judiciárias capazes de impactar positivamente a vida das pessoas e consolidar um sistema de Justiça cada vez mais humano, acessível e fiel aos princípios constitucionais.








